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  • Saulo Oliveira.

Ansiedade de tocar em Publico?


Uma das coisas mais difíceis para qualquer pessoa é se apresentar em público. A barriga treme, as pernas bambeiam, o pensamento voa longe e a insegurança toma conta. O que será? Como será?

Automaticamente convivemos com a possibilidade de errarmos, passarmos vergonha, sermos referência de fracasso. Um verdadeiro pessimismo passa antes de uma apresentação, que levado às últimas consequências pode atrapalhar a performance de qualquer um que pretende receber aplausos. E isso ocorre com todos, seja músico profissional, seja músico amador, seja iniciante, professor, com pouca ou com muita experiência. A ansiedade tende ao pessimismo, que atrapalha o desempenho na interpretação.

Eu já tive a oportunidade de me apresentar na Sala São Paulo, em programas da televisão, já acompanhei cantores famosos, já gravei para muitos artistas, fiz montagens em musicais, regi orquestras, além de preparar muitos alunos para apresentações. A similaridade entre todas as situações foi o frio na barriga.

Aprendi algumas dicas com meus mestres e também na vida prática de músico/professor. Nas fileiras da orquestra, no solo em uma gravação em estúdio, em shows com cantores na TV, em repertório solo no teatro, nos bastidores de uma apresentação de alunos, sempre segui, e recomendei, a risca esses procedimentos. Deu muito certo! Não só para mim, mas para meus alunos também.

Por isso, se você seguir certinho, poderá ampliar as possibilidades de sua apresentação e tocar com maior confiança. Vou colocar as cinco coisas que faço na ordem exata que prático:

1. Mudo a visão de público juiz, para público apreciador: porque enquanto encaro o público como juiz, tenho a sensação de ser julgado. Quando penso em apreciadores, vejo o quanto eles querem ouvir minha música;

2. Bebo água: nada melhor que um bom copo de água tomado de forma lenta, em pequenos goles. Com isso, meu sistema interno funciona, mudando o foco de meu cérebro;

3. Presto atenção em minha respiração: literalmente! Penso realmente em como estou respirando. Puxo o ar pelo nariz e solto pela boca de forma bem lenta. Repito o quanto for necessário (geralmente estou um pouco ofegante). Não faço isso por fundamentos teóricos filosóficos sobre comportamento, ou como se fosse um procedimento mental. Mas, simplesmente porque fazendo isso eu tiro o foco do público, da apresentação e volto a pensar em mim;

4. Faço alongamento: estico braços, giro lentamente o pescoço nos sentidos horário e anti-horário, toco com meus dedos na ponta dos meus pés (ou tento! A barriga, de vez em quando, conspira contra), recorro a alguns exercícios que preparam o corpo para uma tarefa física. Assim, com meus dedos alongados, meus músculos prontos, meu corpo se prepara para a performance;

5. Conto de 153 para 0: de forma decrescente, para fazer meu cérebro pensar efetivamente, raciocinando no sentido lógico. Assim, deixo meu cérebro atento para as atividades de execução, fazendo com que ele esteja pronto para exercer a coordenação de minha atividade artística. O 153 é pessoal, você pode começar pelo 234, 345, 1053, de acordo com o nível da ansiedade.

Essas dicas me fizeram ser aprovado em processos seletivos para orquestras sinfônicas, me proporcionaram belas execuções musicais como solista, além de brilhantes performances em estúdios e programas televisivos.

Sempre falo que o frio na barriga é muito bom, mas deve ser bem controlado. Seguindo essas dicas, o êxito poderá vir com muita facilidade.

Saulo Fernan Oliveira

Diretor Musical - Grupo AB Mus Brazil / Trompete - OFSBC e Docente na Escola de Artes Symphony - Núcleo de Musica .


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